Como é bom contemplar a lua, uma bola gigante e encantadora no meio do céu, embora algumas vezes pareça bem sutil, serve de inspiração para os músicos, poetas, artistas e apaixonados.
Ela tem muito a nos contar, imagine porque a Terra só tem um satélite natural? Outros planetas no sistema solar têm no mínimo dois satélites, porventura seria um caso de amor entre eles? Onde a fidelidade, lealdade e adimiração permanecem desde sua criação!
E o que dizer de suas duas faces! A face visível que sempre fica em nossa frente disposta ao nu de nossos olhos, e a oculta que fica por detrás onde não conseguimos enxergar, penso se existem segredos quais ela não queira revelar para nós deste lado, momentos que só ela por sua própria motivação poderia nos dizer.
Suas crateras que são formadas por cometas e asteróide que entram em choque por não possuir uma atmosfera que possa protegê-la. Assemelha-se a nós que entramos em guerras com o meio exterior, e conflitos internos com nosso próprio Eu, porém ao passar por tais batalhas as crateras se tornam belas aos olhos, cheias de charme e historias a contar, ou não, torna-se magoas que duram para vida toda.
Poderíamos dizer que a Lua e a Terra como caso de amor seria um fiasco, nunca se tocaram ou beijaram, entretanto olho para as marés, e vejo a sua força de atração, o desejo da comunicação, do balbuciar da saudade que chega ao fim, um efeito que mexe dentro da terra, em seu mar de sonhos e esperanças, neste ritmo elas se encontra, onde há transferência de energia da terra para lua, e da lua para terra. Onde acontece um romance cósmico que poucos podem enxergar.
Um pouco parecido conosco, onde existe alguém brilhando para nós, mexendo com a maré de nossas pulsações, e em meio a um fim de tarde e inicio da noite nos faz sentir o calor de um abraço, e a alegria de uma declaração e a Lua aparece como um beijo finalizando uma canção.
R.silva
R.silva



