domingo, 18 de setembro de 2011

imaginações deserticas

No meio da caminhada encontrei sorrisos e palavras, encontrei longe bem de longe algo que fazia minha esperança crescer, então continuei a andar, olhando e vendo aquela visão se aproximar, ficava imaginando o momento de estar mais próximo. Contudo percebi que nada existia, o que estava vendo era o que queria ver. O nada estava lá, e achava que... Bom que tinha encontrado água para beber, e um coqueiro para me dar um pouco de sombra. Mas nada disso encontrei, só ouvia minhas próprias palavras, e se quisesse sorrisos tinha que ser os meus. Percebi que tudo foi uma miragem, só que tinha me acostumado com isto. No percurso achei que a via todos os dias e todos os dias a encontrava, mas quando cheguei perto, nada estava lá, então me deu vontade de conversar com o nada e perguntar sobre ele, mas ele nada me respondia, então percebi que o nada também era uma miragem, pois sempre existia alguma coisa em algum lugar. Então o nada se tornava uma porção de coisas, e essa porção de coisas era um nada.
O que importa é que eu dei adeus ao nada, dei adeus à miragem e decidi seguir meu caminho, com meus sorrisos e palavras, continuei andando e pensando, entendi que as miragens não podem durar pra sempre mesmo quando a gente se acostuma com elas.

By: Rodrigo Silva

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