Estou cansado e muito cansado é tudo que sei dizer, cansado de do tic-tac do relógio, do relativismo, de contemplar o céu tão longe querendo estar tão perto, me canso das equações imaginarias que minha mente arquiteta na tentativa de reduzir as minhas tensões; então me encontro no mesmo lugar, com os mesmos dilemas e com o pensamento longe do corpo... Então tudo permanece; o apego evitante ainda é sublimado muito bem, e às vezes fica difícil disfarçar a saudade, mas o ator era muito bom em sua interpretação e ninguém observou, nem percebeu seu rosto voltado para o chão ou quando saia de repente do palco.
As coisas andam como um desenho que falta ser terminado; alguns lápis, pinceis e tintas aparecem na historia dando um tom a mais ao rabisco que se encontrava cansado, mas não tem como terminar a arte sem um artista, nem a peça sem o ator, então o rabisco que se encontrava sozinho na folha de papel, percebeu que não estava tão sozinho assim mas era apenas um momento de super-introspectividade, que logo terminaria com a chegada de novos desenhos, rabiscos e pinturas para compartilhar a pequena grande folha em branco onde ele se encontrava.
By: Rodrigo Silva

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